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Insecta Shoes + Think Olga: Estampe Uma Causa com muito empoderamento feminino

Insecta Shoes + Think Olga: Estampe Uma Causa com muito empoderamento feminino
Hoje é dia de falar sobre empoderamento feminino e a nossa nova parceira na linha Estampe Uma Causa: a ONG Think Olga. Pra quem não conhece, na linha Estampe Uma Causa discutimos questões socioambientais e trabalhamos com conscientização sobre assuntos em que acreditamos. Fechamos parcerias com instituições que trabalham com esses assuntos e através dos nossos besouros fazemos a nossa parte: 20% do valor da compra dos sapatos dessa linha são revertidos para as causas. A gente já falou do boto rosa , e agora é a vez de abordar outro assunto importante: o empoderamento feminino e a desigualdade de gênero dentro do mundo da moda. O protagonista é o Scarabeus Manantial, com estampa exclusiva. Nossa nova parceira é a Think Olga, ONG de jornalismo que tem como missão empoderar por meio da informação. É bem possível que você já seja leitora ou, pelo menos, tenha visto algum post passando pela sua timeline. São ótimos, né? Dentro de todo o universo das questões femininas abordadas pela ONG, elas querem falar sobre consumo e mostrar como podemos prejudicar ou beneficiar mulheres através da forma como consumimos. Com essa parceria, vamos ajudar a trazer dados, explicar e disseminar essas ideias de empoderamento através de ações mais conscientes. A história da estampa reflete muito bem tudo isso. No último Dia Internacional da Mulher, todas as mulheres da Insecta (não são poucas, aliás) se reuniram para dar ideias e esboçar de forma coletiva uma estampa. A gente queria que esse trabalho representasse o maior número possível de mulheres. Chegamos juntas a um conceito que incluía pontos importantes como inclusão, resiliência e adaptabilidade feminina. Também falamos sobre raízes, que evocam toda a questão do feminismo estar mais forte do que nunca, e a valorização das conquistas das mulheres. Cheias de ideias, convidamos uma mulher supertalentosa, como não poderia deixar de ser, para dar vida a esses conceitos: quem assina a estampa da parceria é a designer Laura Krebs. Ela nos contou como foi o processo criativo. Partindo dos temas que levantamos ela criou os primeiros esboços. A intenção era criar uma estética que mesclasse mensagens fortes e suaves, nada agressiva e ainda trazendo significado. Os florais botânicos – que são a nossa cara – foram combinados a desenhos à mão livre e o resultado final ficou delicado e feminino, e ao mesmo tempo nada frágil. Lindo, né? E para reforçar ainda mais a ideia de coletividade, o sapato foi batizado Scarabeus Manantial. Os mananciais são fontes de água que abastecem os rios, começando de pequenas fontes para dar vida a grandes volumes de água correndo na mesma direção. E foi bem assim que nasceu esse sapato: a partir de uma ‘nascente’ coletiva que se transformou em algo bem maior. Os sapatos dessa parceria já estão disponíveis clicando aqui. Se você quiser levar um – ou mais – pra casa, pode ficar feliz sabendo que além de comprar um modelo feito com reciclagem de borracha e garrafa PET, vegano e feito de forma ética, ainda está doando 20% do valor para uma causa importante.
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Sim, Nós Precisamos De Feminismo

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Você já deve ter ouvido por ai algumas coisas relacionadas ao feminismo, considerando que vivemos em um momento pautado pelo tema. Antes de entrarmos no debate sobre a importância do feminismo, é válido pontuar o significa do movimento: Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como objetivo direitos iguais entre os sexos. Feminismo não é sobre supremacia feminina e não é sobre imposições a outras mulheres. É exatamente o contrário: feminismo é sobre poder de escolha sem influência social pautada em gênero. Por mais que algumas pessoas insistam em dizer, os direitos entre homens e mulheres ainda não são iguais. E não estamos só falando sobre direitos de escolhas. Estamos falando aqui sobre coisas muito mais tangíveis como: salários iguais, acesso à educação, horas trabalhadas e dedicação aos filhos e ao lar, etc. O papel do feminismo é, entre outras coisas, mudar os dados e alcançar igualdade. Quando entramos no papel do feminismo para diminuir a violência contra a mulher, nos deparamos com dados alarmantes: 7 a cada 10 mulheres são violentadas ou serão durante a vida, 35% dos homicídios contra mulheres (femicídios) são causados pelo parceiro íntimo e o número de vítimas entre mulheres grávidas só aumenta. De 2003 a 2013 o assassinato de mulheres negras aumentou 54% em território nacional. O Brasil é o 4% país no ranking de casamentos infantis. São mais de 500 mil mulheres entre os 10 e 17 anos casadas e com filhos. No mundo, mutilações – das mais diversas, crimes de honra, e abuso sexual também permeiam a sociedade, destruindo a vida das mulheres. Os números refletem a violência vivida diariamente por mulheres – seja em casa, no trabalho, na rua, e na internet – e das mais diversas formas. Na internet, a violência reflete o ódio e o desrespeito pelas mulheres sem limites sociais. Coisas que as pessoas não diriam pessoalmente, são ditas online. Os comentários vão de xingamentos como “incapaz, analfabeta”, “puta e vadia”, passam por “merece ser estupra” e alcançam níveis extremos de violência como: “o que o mundo deveria fazer é estuprar e matar todas as mães solteiras, seus filhos deviam ser mortos, elas deviam ser estupradas e mortas, sem dó nem piedade”. Para provar que não há nada de pontual ou isolado nesse tipo de violência verbal (que se materializa na vida real), o jornal inglês The Guardian analisou os comentários recebidos e bloqueados no site desde 2006 e descobriu que dos 10 jornalistas mais agredidos, 8 são mulheres e 2 dois são negros. Quanto mais uma sessão é dominada por jornalistas homens (tecnologia e esportes), mais as poucas mulheres que escrevem são agredidas nos comentários. Feminismo e estupro são temas que recebem mais comentários ofensivos. Mesmo quando entendemos que algumas mulheres podem não se identificar com o feminismo e/ou discordar com algumas feministas em particular e seus discursos, o ponto de partida é: a sociedade não é igual para homens e mulheres. O acesso não é distribuído e as mulheres ainda sofrem, de maneiras diferentes, demais com tudo isso como mostramos em pesquisas e estudos. Outro ponto para entender a importância é compreender que nossa vida pode ser perfeita, mas a vida de muitas outras mulheres são minadas, quando não destruídas, todos os dias pelo machismo da sociedade. Então elas têm o direito de lutar por melhores condições e respeito. Para compreender melhor o tema indicamos começar com as leituras dos textos do coletivo feminista Think Olga, e da ativista responsável pelo Escreva Lola Escreva, o livro Eu Sou Malala, da paquistanesa ganhadora do Nobel Malala Yousafzai, e Sejamos Todos Feministas da ativista Chimamanda Ngozi Adichie. Continue lendo

5 Projetos Com Foco Em Igualdade De Gênero Para Conhecer

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Vamos aproveitar esse Dia Internacional Das Mulheres para falar sobre 5 projetos os quais acompanhamos e gostamos muito do trabalho. São iniciativas de mulheres que visam empoderar mulheres e buscar a igualdade de gênero. Algumas são praticamente recém-nascidas, outras já existem há alguns anos, mas todas elas vêm ganhando cada vez mais destaque na Internet e fora dela. Conheça, acompanhe e divulgue. 1 - Think Olga e Think Eva O coletivo feminista Think Olga ganhou notoriedade por conta da sua campanha contra o assédio de rua “Chega De Fiu Fiu”. Aos poucos, Jules De Faria, co-fundadora do projeto, foi ganhando espaço e visibilidade dentro da militância. A campanha mais recente do Olga, #MeuPrimeiroAssédio, tomou conta das redes e fortaleceu ainda mais o coletivo. Um dos pontos fortes do Think Olga é que ele não se limita à Internet e busca garantir políticas públicas que beneficiem as mulheres na prática. Já o Think Eva é um braço do Think Olga e se autodefine como um ‘núcleo de inteligência do feminino’. Junto com Jules, Nana Lima e Maíra Liguori criam projetos e promovem ações para conscientizar principalmente as marcas, empresas e o meio publicitário sobre a importância de rever e repensar a mulher e a sociedade. 2 - Atena Haus Natália Fava e Vivian Vianna criaram juntas a plataforma de ensino focada em empreendedorismo feminino, ou como elas definem ‘rede de incentivo ao protagonismo feminino’, Atena Haus. A empreitada funciona da seguinte maneira: um canal fechado com diversos cursos online sobre empreendedorismo e outros temas pertinentes quando o assunto é ser mulher e empreender. Para ver todas as aulas é preciso assinar, mas o valor é muito acessível quando comparado aos cursos que vemos disponíveis por ai. Por ter um conteúdo tão rico e diversificado, homens também têm interesse em assinar a plataforma e é claro que eles podem. As aulas da Atena Haus são para todas as pessoas que buscam se aprimorar profissionalmente e empreender, a diferença é que ela dá mais voz às mulheres. 3 - Revista AZ Mina Através do financiamento coletivo a revista digital AZ Mina se transformou de projeto no papel para realidade. Nana Queiróz, fundadora da revista, é jornalista já ligada ao movimento feminista há algum tempo. Escreveu o livro ‘Presos Que Menstruam’ e, junto com a Jules De Faria do Think Olga, concorre ao Troféu Mulher Imprensa na categoria “Jornalismo De Mídias Sociais” desse ano. A revista busca ser uma plataforma de empoderamento feminino, sempre tratando de assuntos ‘espinhosos’ – como rascismo, aborto, transexualidade etc –raramente abordados nas revistas femininas convencionais. Sem publicidade e através do apoio da rede, a revista AZ Mina promove ações para arrecadar fundos e se manter na ativa. 4 - ELAS - Fundo De Investimento Social Desde 2000, o ELAS é o único fundo brasileiro de investimento social voltado exclusivamente para a promoção do protagonismo de meninas, jovens e mulheres. Através de concursos, o ELAS apoia projetos focados em: Prevenção da violência contra as mulheres e meninas; Promoção da autonomia econômica, do empreendedorismo e do fim da pobreza de mulheres e meninas; Expansão do acesso à saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres; Ampliação do acesso à cultura, comunicação, arte e esportes; Promoção da equidade étnica e racial; e promoção de um meio ambiente justo e sustentável. 5 - Geledés – Instituto da Mulher Negra Criado em abril de 1988, o Geledés é, como eles mesmo se definem, “uma organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e negros por entender que esses dois segmentos sociais padecem de desvantagens e discriminações no acesso às oportunidades sociais em função do racismo e do sexismo vigentes na sociedade brasileira”. Além de diversas ações alinhadas com outras organizações de direitos sociais que buscam aprimoramento das políticas públicas em suas questões de interesse, o Geledés vem se destacando na Internet por promover o debate sobre questões raciais e de gênero através do seu portal. Para conhecer outros projetos e projetos que estão em fase de financiamento coletivo, precisando da nossa colaboração, indicamos também essa lista de projetos circulando pela Internet: http://bit.ly/apoiemulheres. Continue lendo

5 Ações Conscientes Que Deram O Que Falar Em 2015

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Encerrando 2015 com olhar positivo e muita coisa para comemorar, nós listamos 5 iniciativas conscientes que nos trouxeram um olhar mais apurado e sincero sobre as nossas atitudes.

Escolhemos projetos responsáveis por nos tirar da zona de conforto e questionar comportamentos rotineiros, mas que precisam ser transformados. Repensar nosso lixo, nossas roupas, nossa alimentação e nosso machismo enraizado é pra ontem. Por isso, é com muito alegria que celebramos o alcance de todas essas iniciativas que tratam exatamente dessas questões e deram o que falar esse ano.

1. Um Ano Sem Lixo

Viver produzindo o mínimo de lixo possível, essa foi a iniciativa audaciosa da Cristal Muniz, do blog Um Ano Sem Lixo. Inspirada em Lauren Singer, a nova iorquina do Trash Is For Tossers, Cristal se comprometeu a repensar todas as suas atitudes de consumo pelo impacto residual. Ou seja, cada compra era pensada de trás pra frente, a partir do comprometimento com o lixo zero.

A Cristal saiu nos jornais, na Globo, e em milhares de blogs e sites contando como ela vem conseguindo tal façanha. No blog, ela dá dicas pra você praticar o lixo zero no seu dia a dia também: compostagem, produtos do-it-yourself, muito sabão de coco e bicabornato de sódio, além de um kit básico de sobrevivência para comer fora de casa.

2. Prêmio EcoEra

Não é de hoje que a ex-modelo, stylist e designer Chiara Gadaleta vem falando sobre sustentabilidade na moda, com foco, principalmente, no reuso. Porém, esse ano, a idealizadora do Movimento EcoEra ganhou mais espaço na mídia com o Prêmio EcoEra.

O Prêmio tem como objetivo homenagear empresas inspiradoras e multiplicadoras de práticas conscientes em toda a cadeia produtiva, dos setores de moda e beleza. O apoio de uma das publicações de moda mais tradicionais do país, a Vogue Brasil, ajudou a levar dezenas de marcas conscientes ao conhecimento de consumidores ávidos por novidades.

3. Trocaria, Projeto Gaveta, Roupateca e Roupa Livre

Trocar e compartilhar roupas para que elas tenham vida útil prolongada. A partir do conhecimento dos impactos da produção de moda no mundo, essa prática ganhou os holofotes e projetos como Trocaria e Gaveta tiveram força e espaço na mídia (e no coração das pessoas) em 2015.

A empreitada pioneira de trazer o conceito de “biblioteca de roupas” para o Brasil também foi importante e a Roupateca abriu as portas em São Paulo já com a lista de primeiros cinquenta assinantes completa. A prática da troca e do armário compartilhado deve se fortalecer ainda mais em 2016. Prova de que as pessoas estão ligadas e apostando nisso é o financiamento coletivo bem sucedido do aplicativo do Roupa Livre, que promete ser um Tinder para trocas de roupa.

4. #PrimeiroAssédio

Quem não leu sobre a hashtag “primeiro assédio” provavelmente não teve acesso a Internet esse ano. O movimento de conscientização sobre a erotização do corpo feminino infantil, que surgiu a partir da indignação com os comentários sexualizando uma menina de 12 anos participante do Master Chef Junior BR, tomou a Internet e revelou como o assédio sexual começa muito cedo na vida das mulheres.

A iniciativa da Jules De Faria, co-fundadora do coletivo feminista Think Olga, responsável também pelo movimento Chega De Fiu Fiu, saiu em revistas, jornais e chamou a atenção para um problema enraizado na nossa cultura e que passa(va) desapercebido: a normatização da pedofilia. Relatos de abusos tomaram as redes sociais e a hashtag entrou nos trending topics do Twitter, revelando experiências de assédio, abuso e estupro em idades muito tenras: 3, 5, 9 anos. O movimento foi tão impactante que fez a pesquisa por “o que é assédio” ser uma das mais numerosas do ano no Google Brasil.

5. Se Você Ama Um, Por Que Come O Outro?

A Sociedade Vegetariana Brasileira vem fazendo um trabalho notável de disseminação da alimentação vegetariana estrita. Esse ano, a campanha “Se Você Ama Um, Por Que Como O Outro?”, que questiona nossos hábitos de amar cachorros e comer porcos, saiu de São Paulo, onde já tinha ganhado espaço surpreendente nas estações de metrô, e ganhou outras cidades.

Além disso, a SVB já está com um programa em fase de implantação nas 49 unidades dos restaurantes Bom Prato em São Paulo, que servirão refeições vegetarianas por R$1 todas as segundas-feiras como parte da iniciativa Segunda Sem Carne. A expectativa é que todas as unidades adotem os pratos vegetarianos até o final de 2016.

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