Quem vê cara, pode estar não vendo nutrição
Quem nunca deixou de lado um hortifrúti amassado, manchado ou com alterações estéticas? Sabe-se lá se é vício que a cultura do agrotóxico plantou, mas a verdade é que alimentos naturais de aparência “imperfeita” acabam descartados mesmo em iniciativas sustentáveis, perdendo espaço para os mais bonitos e afetando não apenas a cadeia produtiva, como o bolso de todo mundo.
O desperdício impressiona: segundo a ONU, chega a 1/3 de tudo o que é produzido no mundo. No Brasil, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), 29 milhões de toneladas de frutas e legumes são descartadas por ano – e uma das principais causas é a “inconformidade”.
Conforme a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), o valor perdido anualmente com alimentos que não conquistaram o consumidor chega a R$ 7,1 bilhões. Gente, isso equivale ao custo de mais de 15 mil cestas básicas!
E desprezar comida também significa desperdício de recursos (água, terra, trabalho humano etc.), além de impacto ambiental: alimentos descartados respondem por 8% das emissões de gases que causam o efeito estufa.
Como faz?
Ainda temos muito chão pela frente para mudar o mindset, mas atitudes pioneiras já inspiram e ajudam a conscientizar. As iniciativas envolvem desde conexão entre fornecedores e quem precisa de doações até venda ao cliente final – e o melhor: com preços menores. Graças a elas, vegetais renegados ganham uma segunda chance de mostrar que também podem ser deliciosos e surpreendentes, evitando que o visual os destine ao lixo.
A gente separou algumas empresas que promovem consumo e distribuição de hortaliças que, apesar da aparência, valem a pena:
Fruta Imperfeita: Delivery em SP de cestas de produtos que costumam sofrer bullying no mercado. Funciona há quatro anos, por assinatura mensal.
Comida Invisível: Plataforma que atua como ponte direta entre restaurantes, supermercados, hotéis e bares com Pessoas Físicas e o Terceiro Setor, para facilitar a doação de alimentos menos valiosos para o comércio, porém próprios para o consumo.
Conhece mais alguma? Conta pra gente que vai ser um prazer incluir na lista!
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