Lugar de mulher é no palco: 10 iniciativas que colocam elas nos holofotes

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Lugar de mulher é no palco: 10 iniciativas que colocam elas nos holofotes

Em Falo, uma das melhores músicas do ano passado, Salma Jô canta: “Não é um gosto pessoal/ Às vezes é o que pede o som/ Eu ainda posso ser a backing vocal/ E posso pagar pau”. Na faixa, a vocalista da Carne Doce ainda afirma: “Meu sexo sempre é um impasse/ É a razão pra me acusar”. É revoltante saber que em 2017, o que Salma Jô canta é a mais pura verdade. O meio musical ainda é um ambiente majoritariamente masculino e machista.

A boa notícia é que tem muita mulher lutando por si e por outras pra ter lugar de fala e liberdade artística. Sinal disso é que nós sempre saudamos esses movimentos aqui no blog. Já fizemos post sobre mulheres incríveis da música brasileira, sobre as diretoras que andam contando a história da música nacional no cinema e ainda rolou uma conversa sobre iniciativas que dão visibilidade pras minas da música. Falar de mulher nunca é demais, ainda mais quando elas estão se movimentando pesadamente pra mudar essa realidade. Nesse mês das mulheres, nós vamos te presentear com 10 iniciativas que unem mulheres e música, e que vão fazer você sentir ainda mais orgulho por ser mina:

 

1_ ZONA LAMM

Se pararmos para pensar que o Brasil, de norte a sul, é diverso demais, imagina só ampliarmos este olhar para a América Latina. São dialetos, ritmos de vida e sistemas culturais diferentes. Ainda assim, sempre é possível encontrar características em comum entre nós, latinos. Foi isso que o Zona LAMM – Laboratório de Artes Musicais para Mulheres – propôs na sua primeira edição, em outubro de 2016.

A residência artística reuniu sete mulheres latino-americanas por três semanas para que pudessem trocar figurinhas sobre estética, ritmos e até mesmo linguagem. Além da residência em si, també rolaram oficinas e rodas de conversas que contaram com a participação do público local. Você pode ver um pouquinho do que aconteceu durante essa iniciativa incrível no canal delas no YouTube.

 

 

2_ SONORA

Por vergonha ou por falta de espaço, muitas mulheres já engavetaram seus poemas e letras de música. O Sonora: Ciclo Internacional de Compositoras chegou pra mudar essa realidade. A mostra não competitiva começou de forma despretensiosa, depois que a compositora mineira Deh Mussulini lançou a #mulherescriando. A hashtag ganhou força e a paulista Larissa Baq propôs a criação de um festival de compositoras. A ideia se multiplicou rapidamente e hoje já se concretizou em capitais brasileiras como São Paulo, Porto Alegre, Natal e também fora do país em Barcelona e Dublin.

Além das apresentações, o Sonora também propõe debates temáticos e rodas de conversa em torno de temas como educação musical e gênero, acessibilidade às composições de mulheres e representatividade de minas na música. Fica ligado na página delas no Facebook, a sua cidade pode ser a próxima a receber o festival.

 

3_ QUASE TODO DIA UMA BANDA DE MINA DIFERENTE

Pare para pensar: dos seus top 10 artistas preferidos, quantos deles são mulheres? É provável que nem 50% sejam. Acontece que muitas vezes nós gostaríamos de ampliar essa gama, porém a visibilidade das mulheres na música ainda se restringe muito a música pop, principalmente vinda de fora do país. Mas, calma, a Quase Todo Dia Uma Banda de Mina Diferente vai te ajudar.

Quase todos os dias, como sugere o nome da página do Facebook, você vai receber na sua timeline uma sugestão de uma banda nacional e independente, que tenha pelo menos uma garota em sua formação. Não perde essa chance, de conhecer MUITA mina massa, e segue a página! E, ah, elas também estão no Twitter e fazem essas mixtapes aqui.

 

4_ VOZES FEMININAS

Na mesma vibe da Quase Todo Dia Uma Banda de Mina Diferente, o blog Vozes Femininas pode ampliar – e muito – o número de mulheres nas suas playlists. Criado em janeiro deste ano, o site garimpa bandas femininas – ou com vocais femininos – e as apresenta à você. Além disso, ele funciona como uma fonte ótima de hard news, pois tá sempre por dentro dos lançamentos importantes de mulheres da música nacional e gringa, performances que foram incríveis e ainda clipes femininos que merecem seu play. Ou seja, o Vozes Femininas é um ACHADO pra quem quer estar por dentro do que as gurias andam fazendo Brasil à fora.

 

5_ CABEÇA TÉDIO

Cabeça Tédio é outro blog incrível que dá visibilidade às minas da música. O site foi criado em 2006 e passou por várias fases distintas, mas hoje tem como norte o movimento Riot Grrrl. O blog fala sobre cultura feita por mulheres, seja ela contracultural ou não, seja feita por meio de músicas, zines, documentários ou outras plataformas.

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6_ WANWTB

As minas que frequentam shows sabem que muitas vezes somos vistas como acessórios das bandas: namoradas, groupies, acompanhantes. Não importa se você é compositora, toca 7 instrumentos ou é apenas fã da banda. Na cabeça de muita gente, as mulheres sempre estão na sombra de um homem. Daí que surgiu o We Are Not With The Band.

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Como diz o nome do projeto, nós não estamos com a banda, nós somos a banda. O projeto multimídia busca ampliar, arquivar, divulgar e empoderar as minas na música através de retratos, entrevistas e vídeos que apoiam quem muitas vezes tem de se esconder na sombra de um mundo que ainda é majoritariamente masculino. Segue ela, fazendo isso você também ajuda a mudar esta realidade.

 

7_ PWR RECORDS

Entre julho e setembro do ano passado, Hannah Carvalho e Letícia Tomás, meninas que tem agitado a cena nordestina, se uniram a Nanda Loureiro, do selo cearense Banana Records, pra fazer uma lista colaborativa on-line que desse conta de mapear as mulheres que trabalham com música independente, desde carreiras solo até bandas. O resultado da pesquisa é esse aqui.

pwr records

Sim, são mais de 300 grupos femininos Brasil à fora. Mas o que fazer com tanta informação? Com esses números em mãos, as garotas que fizeram a pesquisa chegaram à conclusão que mais importante que dados, era ação e fundaram, em Recife, a PWR Records. O selo hoje não só revela meninas como também dá suporte a todo o ciclo de lançamento e fortalecimento da cena, que precisa de muita força pra ficar de pé. Vida longa ao selo.

 

8_ SÊLA

O Sêla está festival, ainda não é um selo, mas um dia pode vir a ser. O formato de ação do coletivo pouco lhe importa, a ideia principal é criar alianças entre mulheres nos palcos e nos bastidores da música, sejam elas da forma que forem feitas. As fundadoras do Sêla acreditam que só se apoiando, que as mulheres vão ganhar mais projeção. E não é mesmo?

 

O coletivo é feito por mulheres, para mulheres e por mais mulheres: cantando, compondo, produzindo, tocando. O projeto não tem nem um ano e já organizou um festival em São Paulo com 5 dias seguidos de shows. Teve Tássia Reis, As Bahias e a Cozinha Mineira, Sara Não Tem Nome, Tiê e muito mais coisa incrível! O que mais  será que vem por aí? Fica de olho na página delas, pra não perder nada.

 

9_ WOMEN’S MUSIC EVENT

O Women’s Music Event chegou pra ficar. A primeira parte do projeto foi lançada em dezembro do ano passado: um portal de conteúdo, negócios e tecnologia visto por uma perspectiva feminina. A plataforma lança conteúdos exclusivos semanalmente. O site traz playlists, matérias, programas em vídeos e colunas fixas. O WME Sessions, por exemplo, é uma série de vídeos de shows intimistas gravados exclusivamente pro canal. As maravilhosas Tássia Reis e Lay já passaram por lá, dá um olhada.

Mas, pera, não acaba por aí. Neste mês será lançada a segunda parte do projeto: um evento que rola dia 17 e 18 de março, em São Paulo, e vai contar com 11 painéis de debate, 6 workshops e 3 shows. Nomes como Marina Lima, Mahmundi, Karina Buhr, Lay vão participar da edição. Isto sem contar com as minas que estão por trás de super eventos como Lollapalooza, Popload Festival e até mesmo produtoras de bandas incríveis. Se você é de São Paulo, não pode perder. Mais infos sobre o evento aqui.

 

10_ FESTIVAL NOSOUTRAS

O NosOutras é um festival de artistas mulheres, produzido por mulheres. Criado em Porto Alegre, o festival nasceu pra mostrar que o lugar das minas é no palco, nos bastidores, em frente às câmeras ou atrás delas: onde elas quiserem. A primeira edição rola dia 9 de março e vai contar com shows da rapper Negra Jaque, da sambista Nani Medeiros, do bloco “Não Mexe Comigo Que Eu Ando Sozinha” e do grupo As Três Marias. Além dos shows, ainda vão rolar rodas de conversa e um sarau com a presença da criadora do movimento Vamos Juntas, Babi Souza. Mais informações sobre o festival aqui.

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Bananas Music Branding

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Bananas Music Branding é uma empresa de curadoria e conteúdo musical, a primeira especializada em gerenciar perfis de marcas em plataformas de streaming no Brasil. Bananas coloca mais música no DNA das marcas, criando trilha sonora para pontos de venda, sites, playlists para redes sociais e blogs e trilhas especiais para eventos.