Enxaguante bucal natural e a importância dos pequenos passos

Beleza & Higiene Natural

Enxaguante bucal natural e a importância dos pequenos passos

Um dos primeiros itens que busquei substituir quando decidi adotar hábitos mais naturais e menos poluentes foi a pasta de dente. E até hoje, não encontrei uma única solução que me agrade por completo. Mas encontrei no enxaguante natural um excelente aliado para lidar com a saúde da boca de uma forma menos agressiva para o planeta e para o meu corpo.

O enxaguante bucal tradicional não fazia parte da minha rotina de higiene diária, mas quando fui pesquisar, descobri que é recomendado buscar substituir ou deixar de usá-lo também. Isso porque a maioria dos produtos vendidos no mercado seriam mais recomendados para tratamentos bem específicos, em fases de pré ou pós operatório, onde precisamos de um efeito antisséptico masterblaster, e não em uma rotina diária. Suas receitas contém ingredientes bastante agressivos e desnecessários para o dia a dia.

Ao invés disso, enxaguantes bucais naturais, feitos com ingredientes super simples podem trazer uma sensação de frescor e higienização mais do que suficiente. Veja aqui como fazer:

// Ingredientes:

200ml de água

3 paus de canela

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// Modo de fazer:

Ferva o pau de canela, espere esfriar e está pronto para usar!

Guarde na geladeira por no máximo 3 dias. Portanto faça uma quantidade pequena.

Peguei esta dica com a Cristal Muniz, do Um Ano sem Lixo. A origem é desta maravilhosa campanha do WWF que mostra as substituições mais simples possíveis para diversos itens. Acho que vale testar fazer este mesmo esquema de chazinho-enxaguante com cravo ou hortelã. Experimentar fazer suas próprias misturas a partir de receitas simples como esta é um bom jeito de se tornar cada vez mais autônomx neste percurso dos produtos naturais.

// Por trás da receita.

Porém, este post não é apenas sobre uma receita super simples para substituir um produto industrializado por um natural. É também sobre a importância de respeitar nosso ritmo diante das caminhadas de transição. Qualquer avanço que a gente faça, mesmo que pareça pequeno, é importante.

Uma substituição não se resume somente à troca racional de um produto (ou hábito), por outro. Por vezes, sabemos todos os motivos que justificam a escolha de uma nova atitude e mesmo assim ainda não conseguimos adotá-la. Às vezes, é preciso ir mais fundo na questão para perceber como ela te toca. Na prática, dá pra perceber que algumas substituições são mais fáceis de fazer e outras exigem um esforço bem maior. Isso varia muito de pessoa para pessoa, o que torna tudo isso muito pessoal.

Mas o que fazer diante das substituições difíceis de fazer? Pra mim, o que funciona é evitar cair no buraco paralisante da frustração e buscar soluções que me levem até um meio do caminho. Tentar me manter gentil comigo mesma e lembrar que estou mudando para viver melhor, sem transformar essa busca num stress maior do que o benefício que estou buscando.

No caso da pasta de dente, por exemplo, a falta de sensação de frescor que eu estava acostumada a sentir com a pasta tradicional e a textura do óleo de coco na boca (da receita que comecei experimentando) começou a fazer com que eu sentisse um desprazer em escovar os dentes. E gente, não rola né? Não dá pra abrir mão de escovar os dentes para substituir a pasta. Exemplo mais claro do que este sobre o prejuízo ser maior que o benefício não existe.

O que eu tenho feito desde então, além de usar o enxaguante bucal com certa frequência, é experimentar outras receitas de pasta e alterná-las. Prestar mais atenção na parte mecânica da coisa, que é mais importante do que o produto utilizado, por exemplo. Presto atenção em como passo a escova por cada dente e tento fazer isso da forma mais presente possível, sem interromper a escovação com mil pensamentos e outras inferências. Uso  em alguns dias e em outros me permito seguir utilizando a pasta tradicional. E está tudo bem!

Neste processo, reduzi meu consumo e estou aos poucos me acostumando com outras sensações de limpeza. Assim quem sabe um dia, eu possa desconstruir a relação de sensação da pasta de dente tradicional tão relacionada à limpeza na minha cabeça. Não estou me cobrando ou culpando por não conseguir abolir de vez a pasta e com isso, consigo evoluir para chegar até lá.

Ou seja, ao invés de transformar esta situação numa frustração, encarei como uma baita oportunidade de eu me conhecer melhor e observar o meu corpo. E ó, essa tática vale para qualquer outro assunto na vida, ok? Substitua pasta de dente por qualquer outra coisa e neste caso vai fazer sentido.


Mariana Pellicciari

Mariana Pellicciari

Mari Pelli gosta de investigar de onde as coisas vêm, como são feitas e como a gente se relaciona com elas. Por isso cria e articula projetos como o Roupa Livre, onde propõe mais carinho, cuidado e afeto com o que vestimos. Deixou de trabalhar no ambiente publicitário para colocar suas habilidades como comunicadora à serviço de iniciativas que promovam novos olhares para o mundo. Faz isso atualmente através do Hell Yeah. Paulista, mora em Floripa para conviver com a natureza e aprender com seus ciclos e ritmos.

3 comments

  1. E pastas de dente que se dizem mais naturais e orgânicas, como a da Cativa e da Orgânico Natural? Não curtiu o resultado?
    Tenho achado difícil substituir a pasta porque fico na “noia” de que não vai limpar direito e eu vou ficar cheia de cáries e tals, mesmo meu dentista já tendo dito que o importante é uma boa escova e a qualidade da escovação…

  2. Fico com a memsa noia !!!!

  3. Tô na mesma…
    Eu gosto muito dos tabletes da Lush, já tentou?
    Quanto ao enxaguante bucal, experimenta o da Sal da Terra. É maravilhoso!!!

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