As bandas mais bonitas da cidade de Curitiba

Música

As bandas mais bonitas da cidade de Curitiba

O som é uma onda, e por mais que seja mais confortável surfar nos acordes das bandas que nós já conhecemos e gostamos, sempre é bom explorar novos mares, aprender novas manobras. Melhor ainda se for pelo Brasil afora, explorando novos territórios, e incentivando eles a se desenvolverem. A praia de Curitiba é de pedra, mas pulsa mais do que nunca e o melhor, se reinventa, toda hora. E tá louca pra te receber, vem :)

1 – ILUMINIGHTS

O Iluminights faz parte da novíssima cena de bandas da cidade. O primeiro trabalho do projeto do produtor e músico Cinho Knows, o EP “Iluminights #1”, foi lançado em maio deste ano. O projeto nasceu da vontade de Cinho de produzir músicas com a mesma rapidez que as ideias fluíam na sua cabeça, uma espécie de válvula de escape mesmo para a sua criatividade. Para isso, ele passou um pouco mais de um ano estudando produção musical até que se sentisse confortável pra se expressar através da música.

Adepto da filosofia “Faça Você Mesmo”, Cinho foi aprendendo técnicas de produção enquanto produzia o EP, que foi gravado na sua casa, assinado por ele e remasterizado pelo Thiago Trosso, da banda Lou Dog. “Iluminights #1” tem seis faixas que transbordam a paixão do cara pela música pop, pelos synths e pelos refrões e chorus pra cantar junto, com letras que todo mundo consegue se identificar. Embora ele seja super à favor dessa estrutura de música pop, o som “Ego” é experimental, sem refrão, com muito synth e um sample do filme Clube da Luta. Descobre qual é?

 

2 – POMPEU E OS MAGNATAS

A Pompeu e Os Magnatas surgiu em fevereiro de 2015 pra somar a cena autoral curitibana. A facilidade e a versatilidade do grupo em misturar ritmos (desde o funk americano até o rock progressivo, garantindo o groove e a psicodelia) fez com que no início deste ano, a banda fosse chamada para participar do Break Time Sessions, da Red Bull. Eles não ganharam a competição, mas se destacaram por ser a primeira banda brasileira a levar pra casa um Disco de Platina.

Mas o encontro entre James Brown, Mandrill, The Meters e o idioma tupiniquim não parou por aí. A banda promete presentear 2016 com um disco. Segundos eles, o primeiro álbum vai ter uma vibe mais conceitual. As letras irão retratar um mundo abstrato chamado Pompeia, que espelha o cotidiano da sociedade atual. Pompeu seria o grito sufocado dos oprimidos que buscam a igualdade social e radical nessa sociedade em que os Magnatas abusam do poder. Curiosos? Saca só as músicas do disco que já estão disponíveis no soundcloud deles :)

 

3 – MARRAKESH

Se você leu esse item e se perguntou de onde vem o nome exótico da banda, a gente responde: ele surgiu em uma conversa aleatória entre os integrantes e faz menção tanto a cidade marroquina quanto a música “Marrakesh Express”, folk clássico do Crosby Stills Nash & Young. Mas de folk mesmo a banda não tem nada. Os paranaenses apostam em um psicodelia garageira inspirada tanto nos clássicos do gênero (The Beatles, Pink Floyd) quanto em referências contemporâneas do estilo (Tame Impala, Unknown Mortal Orchestra, Mac Demarco).

O primeiro material da banda foi lançado no final de 2014 – o EP “Crux”, uma série de três músicas gravadas ao vivo em áudio e vídeo. Em 2016, eles lançaram o segundo EP: “Vassiliki”, pela Honey Bomb. Assim como nos álbuns clássicos da psicodelia, as músicas do EP também fazem sentido e contam uma história que começa na primeira faixa e acaba na última. Demais!

 

4 – TROMBONE DE FRUTAS

A criatividade do Trombone de Frutas vai muito além do nome da banda. O sexteto curitibano reúne referências do jazz, da bossa nova, da música latina, da música africana, do rock clássico, do pop à distorções, coros, explosões e silêncios. É uma daquelas bandas imprevisíveis, com uma sonoridade rica, surpreendente.

Um prato cheio pra quem curte fechar os olhos e mergulhar em músicas longas: de cinco, seis, sete minutos. E também pra quem gosta de ir além dos álbuns. No primeiro disco da banda, por exemplo, as primeiras nove notas ouvidas são exatamente as mesmas dez notas que encerram o trabalho anterior, o EP “Chanti, Charango?”, de 2014.

 

5 – ESPERANZA

Os integrantes da Esperanza não tem medo de mudança. De 2004 a 2013, o grupo conquistou um espaço na cena independente nacional sob o nome de Sabonetes. Em 2014, com o amadurecimento artístico e pessoal dos integrantes, a banda mudou não só de sonoridade como também de nome. O nome Esperanza surgiu em um sonho do guitarrista Roman e faz referência a índia mexicana que é protagonista do livro Tristessa, do Jack Kerouac ♥

Enquanto os Sabonetes faziam um rock mais urgente, inspirado em clássicos do rock inglês e com letras cheias de metáforas. O Esperanza é dono de músicas mais complexas, com letras que vão direto ao ponto e que bebem muito do que feito no Brasil nos anos 1970 por nomes como Roberto Carlos, Novos Baianos e Clube da Esquina.

 

6 – NAKED GIRLS AND AEROPLANES

Naked Girls and Aeroplanes é um projeto formado por artistas de diferentes bandas de Curitiba. Artur Roman e Wonder Betim são da Esperanza e Rodrigo Lemos da A Banda Mais Bonita da Cidade. No primeiro EP, que leva o nome do grupo, eles ficaram conhecidos por fazer um indie folk fofinho, querido.

Agora, em 2016, a banda lançou “Going Down”. O EP traz três músicas bem diferentes entre si: a primeira é um soul aconchegante com direito a instrumentos de sopro e backing vocals, a segunda é um indie pop ensolarado, fofo e a última retoma o folk que a banda já fazia lá em 2012. Tudo isso em apenas 10 minutos, vale muito a pena dar o play.

 

7 – HEAVY METAL DRAMA

Quem viveu o começo dos anos 2000, se lembra da geração de músicos influenciados pelo punk setentista, o pós punk oitentista e o garage-punk dos anos 1990, que transformaram essas referências em um indie rock digno de pistas de dança. LCD Soundsystem, Block Party e tantas outras bandas abriram espaço pra essa cena que segue viva até hoje.

A Heavy Metal Drama, que não tem NADA de heavy metal, é dessa turma. A banda de curitiba está na ativa desde 2014 e não poupa esforços pra levar o seu ouvinte pra Londres dos anos 1980. Com músicas poéticas, cruas e dançantes, eles conquistaram nosso ♥

 

8 – JENNI MOSELLO

Com apenas 22 anos, Jenni Mosello já tem todo o jeito de diva. Ela nasceu em Curitiba, mas morou em Roma, na Itália, até os dez anos. Foi lá que ela se apaixonou pelo jazz, blues e soul. Quando voltou pro Brasil, em 2005, começou a prestar atenção em referências nacionais como a bossa nova, a MPB e o samba.

Esse conjunto de referência é o que faz o EP, “Sketches”, de 2015, tão único. O disco mistura os ritmos com o vozeirão potente da artista. Ela está participando do programa X-Factor, da Band, atualmente e o seu jeito teatral e performático tem tudo para estourar Brasil afora :)

 

9 – TUYO

Composta por Lay Soares, Jean Machado e Leio, a banda é uma dissidência da Simonami, que acabou no ano passado. Com sonoridade que lembra o jazz dos mexicanos do Buena Vista Social Club e o twee pop de duplas como Tegan & Sara e CocoRosie, o trio acaba de divulgar o seu primeiro disco ♥

O disco tem 7 faixas e o maior clima intimista. São músicas com sons orgânicos, beats estilo lo-fi, vocais com várias camadas e o violão sempre como base principal. Isso sem contar nas melodias que abraçam a gente. São letras sobre saudade e desilusões que conversam com diferentes momentos da vida de qualquer um que ao menos um dia já relembrou o passado.

 

10 – BANDA GENTILEZA

O bom humor sempre foi uma peça fundamental no trabalho da Banda Gentileza. Desde que postaram as suas primeiras músicas no MySpace, lá em 2005, passando pelo lançamento do primeiro álbum, em 2009, e até mesmo no mais novo trabalho deles, o humor é a peça chave do sucesso do grupo curitibano. Muito além da habilidade deles de compor um álbum onde cabe desde a viola caipira até o piano, o trombone e as guitarras surpreender, está nas letras criativas que fazem a gente se divertir com situações banais, do dia-a-dia :)

 

11 – FAROL CEGO

De uma geração que não se encaixa em rótulos, a Farol Cego mantém uma inquietude viva desde o seu primeiro trabalho, em 2013. Eles acabam de lançar “Do desespero eu fiz a paciência”, um disco que foi produzido por dois anos e retrata as experiências da banda nesse tempo todo. As composições falam sobre fardo, sobre manter a calma pra seguir em frente em situações difíceis. Parece pesado, mas juramos que é um daqueles discos pra dar o play, fechar os olhos e sentir um alívio, uma calmaria.

 

12 – LEMOSKINE

Rodrigo Lemos é um nome conhecido em Curitiba. O criador do Lemoskine também faz parte da Banda Mais Bonita da Cidade e da Naked Girls & Aeroplanes. Pro projeto solo, ele guardou uma série de composições existencialistas, que ao mesmo são íntimas e também dialogam com a cidade. Por um lado, ele observa tudo de longe, e por outro trata de forma dura a realidade que faz parte. É de uma sensibilidade que fica até difícil descrever, só ouvindo ♥

Bananas Music Branding

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